sábado, 1 de abril de 2017

1. “Morte na Mesopotâmia” – Agatha Christie
2. Travessuras de menina má” – Mario Vargas Llosa
3. “Lisbela e o prisioneiro” – Osman Lins (li 4 vezes ao longo do ano)
4. “Ensaio sobre a lucidez” – Saramago (Para o Clube do Livro do Divino)
5. “1984” – George Orwell
6. “O senhor dos ladrões” – Cornelia Funke (Para o Clube do Livro do Leonardo)
7. “Carta ao pai” – Franz Kafka
8. “Os Miseráveis” – Victor Hugo
9. “Doze Contos Peregrinos” – Gabo
10. “Você não deveria estar na escola?” – Lemony Snicket
11. “Lolita” – Nobokov (Para o Clube do Livro do Divino)
12. “A rainha vermelha” – Victoria Aveyard (Para o Clube do Livro do Leonardo)
13. “Vamos juntas?” – Babi Souza
14. “O papel de parede amarelo” – Charlootte Gilman
15. “A espada de vidro” – Victoria Aveyard
16. “Marry Poppins” – P L Travers (Para o Clube do Livro do Leonardo)
17. “O sol é para todos” – Harper Lee (Para o Clube do Livro do Divino)
18. “Distância do Resgate” – Samanta Schweblin
19. “Arco de virar réu” – Antonio Cestaro
20. “A seleção” – Kiera Cass
21. “O pequeno príncipe” – Saint-Exupery (Para o Clube do Livro do Leonardo)
22. “A mansão Hollow” – Agatha Christie
23. “Amanhã você vai entender” – Rebecca Stead (Para o Clube do Livro do Leonardo)
24. “Extraordinário” – R J Palacio (Para o Clube do Livro do Divino)
25. “Yakuba” – Thierry Dedieu
26. “Meus desacontecimentos” – Eliane Brum
27. “Prometeu acorrentado” – Ésquilo
28. “Claro Enigma” – Drummond
29. “Caminhos cruzados” – Erico Verissimo
30. “Bidu – Caminhos” – Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho
31. “A garota gotic” – Chris Riddell (Para o Clube do Livro do Leonardo)
32. “Iracema” – Alencar (releitura)
33. “A elite” – Kiera Cass
34. “O outro cão que guarda as estrelas” – Takashi Murakami
35. “Sejamos todos feministas” – Chimamanda
36. “Por que esta noite é diferente das outras?” – Lemony Snicket
37. “A Bela e a Adormecida” – Gaiman
38. “Persuasão” – Jane Austen (Para o Clube do Livro do Divino)
39. “Festa no covil” – Juan Pablo Villalobos (Para o Clube do Livro do Leonardo)
40. “Tá todo mundo mal” – Jout Jout
41. “A definição do amor” – Jorge de Reis-Sá
42. “Grito” – Godofredo de Oliveira Neto
43. “A escolha” – Kiera Cass
44. “No mar” – Toine Heijmans
45. “Harry Potter 1” – J K Rowling (releitura)
46. “Americanah” – Chimamanda (Para o Clube do Livro do Divino)
47. “A vida secreta das abelhas” – Sue Monk Kidd (Para o Clube do Livro do Leonardo)
48. “Mayombe” - Pepetela
49. “O olho da rua” – Eliane Brum
50. “Harry Potter 2” – J K Rowling (Para o Clube do Livro do Leonardo)
51. “A verdade é uma caverna nas montanhas negras” – Gaiman
52. “João e Maria” – Gaiman
53. “Louco – Fuga” – Carvalho
54. “Nunca o nome do menino” – Estevão Azevedo
55. “Penadinho – Vida” - Cristina Eiko e Paulo Crumbim
56. “Cravos” – Julia Wahmann
57. “Magra de ruim” – Sirlanney
58. “À sombra das torres ausentes” – art spiegelman
59. “The Kiss of Deception” – Mary E Pearson (Para o Clube do Livro do Leonardo)
60. “Mônica – Lições” – irmãos Caffagi
61. “Misery” – Stephan King (Para o Clube do Livro do Divino)
62. “A cinderela chinesa” – Adeline Yen Mah (Para o Clube do Livro do Leonardo)
63. “A condessa sangrenta” – Alejandra Pizarnik
64. “Mônica – Laçoes” – irmãos Caffagi
65. “Moll Flanders” – Defoe
66. “A bússola de ouro” – Philip Pullman (Para o Clube do Livro do Leonardo)
67. “Vozes de Tchernóbil” – Svetlana (Para o Clube do Livro do Divino)
68. “Os contos de Beedle o Bardo” - J K Rowling (Para o Clube do Livro do Leonardo)
69. “A festa é minha e eu choro se eu quiser” – Maria Clara Drummond
70. “Harry Potter 8 “J K Rowling
71. “Umas história do Brasil através da caricatura”
72. “Os veranistas” – Emma Straub
73. “Jumanji” – Chris Van Allsburg
74. “Grande Sertão: Veredas GN” – Guazzelli
75. “Jurassic Park” – Michael Crichton
76. “Negros e política” – Flávio Gomes
77. “Bernice Corta o Cabelo” – Fitzgerald
78. “O filho de Machado de Assis” – Luiz Vilela
79. “Quarenta Dias” – maria Valéria Rezende
80. “O pedacinho de carvão” – Lemony Snicket
81. “Dois irmãos” – Milton Hatoum




Escrito por Nathália Mondo Data: 4/01/2017 01:41:00 PM Comente! LEIA TODO O TEXTO!

quarta-feira, 4 de maio de 2016


Esse eu abandonei mesmo

Acho que quem acompanha o canal sabe que eu tenho uma dificuldade muito grande de desistir de um livro, não importa o quanto já tenha lido dele. Eu brigo com as páginas, xingo o autor, chego a arremessar o exemplar algumas vezes e até dou um descanso de uns dias, sem tocar no dito cujo, para, quem sabe, curar o mau humor que não me deixa lê-lo. Tudo isso na esperança de que ele vai melhorar, de que algo vai me atrair, de que eu posso aprender alguma coisa que não posso deixar passar. Tenho medo, realmente, de perder uma oportunidade com o livro. E, afinal, toda leitura é válida de algum modo.
Então, confesso, que não foi algo fácil, nem uma decisão tomada sem muito “ruminar”, como diria minha avó, abandonar “Um passado sombrio”, de Peter Straus. E ainda tinha um agravante, minha gente, era o primeiro livro que pedia da nova parceria com a Editora Record, já que o romance faz parte do selo Bertrand Brasil.
Vamos, assim, aos motivos. E vou fazê-lo mesmo em tópico, já que a decisão foi tomada de maneira lógica e objetiva:
1. As páginas são brancas. Sim. Isso me irrita em qualquer livro ou edição. Sério. Será que ainda as editoras não aprenderam que página branca é bom apenas para o bolso daquele que banca o livro? Dói o olho, reflete luz, deixa-nos ver o texto do verso e é feio. Pronto falei. Avancei umas 40 páginas e senti que ia ficar cega. Estava correndo risco de saúde. Achei melhor parar.
2. A diagramação é apertada. Não tenho palavra melhor para descrever isso. As margens são de um centímetro na lateral e um pouco mais na superior e inferior. Até o espaço dado ao parágrafo é curto. Tive a impressão que estavam fazendo um livro de bolso, só que grande. Sabe?
3. O narrador é detestável. Gente, que pessoa sem capacidade de ser feliz. Livro em 1ª pessoa é sempre um risco, porque você terá às vezes muitasssss páginas para permanecer na cabeça de alguém que não conhece. Se a nossa já irrita em alguns momentos... imagina... Aiai. O homem é mala. Infeliz. Sozinho. Sem passatempos. Com problemas no emprego. Com bloqueio de escrita. Sim. Ele é escritor. E não. Isso não ajudou em nada em me atrair para o livro.
4. A apresentação que o autor faz das personagens parece lista de supermercado. Parece que não há momento propício para cada um entrar em cena. Todos têm que vir juntos pelo simples fato de serem amigo. Nãoooo. Cada um pode ter a sua vez. Qual o problema de me manter no suspense sobre alguém por duas páginas só para não me afogar em um mar de descrições? Chegou uma hora em que eu não sabia mais meu nome, porque eu tinha me confundido com as características de cada um. Ou será minhas? Ixi...
5. O autor troca de tempos verbais de maneira não muito clara e fica complicado saber quando ele está contando sobre o crime que se deu no passado e quando ele fala do presente dele e de como estão os envolvidos hoje. Aí chegou uma hora que eu desisti de entender e comecei a chutar. Era mais fácil.

6. E, por último, o mistério demorou a ser mencionado. E, num livro de suspense, em que a tensão deve ser absoluta, isso pareceu “encheção de linguiça”, como diriam todos que um dia foram sábios alunos, já que essa é a regra número um pra quem quer passar de ano. Né?
Escrito por Nathália Mondo Data: 5/04/2016 09:11:00 PM Comente! LEIA TODO O TEXTO!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

VAMOS LER MAIS CONTOS EM 2016?

            Finalmente resolvi tomar vergonha na cara e desencalhar muitos livros parados aqui em casa. Mas eles não foram abandonados por serem ruins ou algo do tipo, mas porque eu não sei como me organizar para lê-los.
            Tenho uns 20 livros de coletâneas de contos aqui em casa e não como fazer para dar conta deles. Primeiro porque acredito que todo conto deve ser lido de uma vez só, sem interrupções. Mas tem dias que não consigo ler um conto inteiro; em outros tenho tempo para ler mais que um, porém não dois; e se eu for interrompida?; tenho que ler só um livro de contos por mês?; e se eu não gostar do conto e quiser abandonar, vai contar como livro lido por inteiro??
Gente, eu sei que é ridículo. Mas eu sofro com isso.
Então resolvi pedir ajuda e a Gisele, do canal “VAMOS FALAR SOBRE LIVROS”, me deu boas dicas, das quais resolvi seguir algumas para melhor me organizar.
Segue aqui minha proposta:
1.      Estabeleci que lerei um conto por semana, porque um por dia é muito para mim e um por mês é muito pouco. Mas nada me impede de ler mais do que um na semana. Mas menos não pode.
2.     Vou sempre ler aos sábados de manhã. Precisei achar e delimitar um momento específico para isso, senão não me organizo e nunca vou parar os afazeres da semana para abrir espaço aos contos.
3.     Vou ler mais de um livro de contos de uma vez, porque haverá sábados em que terei apenas alguns minutos – e precisarei, portanto, ler um conto curto -, e haverá outros em que terei mais tempo e poderei me dedicar a contos longos.
4.     Escolhi alguns livros a ler ao longo do ano seguindo um critério de facilidade: livros que já tenho em casa, que tenho vontade de ler pelo assunto ou autor, e que sejam fáceis, ou seja, nada clássico ou que me dará dor de cabeça, porque ainda sou “café com leite” nessa brincadeira.
Aqui está minha lista de livros selecionados até agora:

- “Infância”, Graciliano Ramos
- “Eu, robô”, Isaac Asimov
- “O melhor de Mario de Andrade: contos e crônicas”, Mario de Andrade
- “Doze contos peregrinos”, Gabriel Garcia Márquez
- “Branca Dos Mortos e Os Sete Zumbis e Outros Contos Macabros”, Fábio Yabu

Pra finalizar, tentarei postar os contos lidos no Instagram, seguindo a ### criada pela Mel, do blog/canal “LITERATURE-SE”, #LeiamaisContos , e já te convido desde já para participar do projeto de desencalhar livros junto comigo.

Vamos ler mais contos em 2016?
Escrito por Nathália Mondo Data: 1/21/2016 11:51:00 AM Comente! LEIA TODO O TEXTO!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Livros lidos em 2015


            Pessoal, ressuscitei. Mando aqui a lista de livros lidos em 2015 pra fechar de vez este ano que consumiu todos os ATPs do meu corpo sem dó nenhum da minha alma.
            Tentei elencar aqui por ordem de leitura, mas não garanto perfeição. E ainda não selecionei os melhores e piores do ano. Isso fica para um futuro e breve post.
1.      “No meio da noite escura tem um pé de maravilha” – Ricardo Azevedo
2.     “Jazz & Co.” – Vinícius de Moraes
3.     “Gabo * memórias de uma vida mágica*” (HQ) – Pantoja, Bustos, Camargo, Córdoba, Naranjo
4.     “O momento mágico” – Jeffrey Zaslow
5.     “Voos e sinos e misteriosos destinos” – Emma Trevayne (RELEITURA)
6.     “Outra volta do parafuso” – Henry James
7.     “Cartas extraordinárias” – Shaun Usher
8.     “Til” – José de Alencar (RELEITURA)
9.     “O grande Gatsby” – F. Scott Fitzgerald (RELEITURA)
10.  “Vermelho Amargo” – Bartolomeu Campos de Queirós
11.   “O amor nos tempos do cólera” – Gabriel Garcia Márquez (RELEITURA)
12.  “A passagem tensa dos corpos” – Carlos de Brito e Mello
13.  “Cartas do Papai Noel” – Tolkien
14.  “Memórias de um sargento de milícias” – Manuel Antônio de Almeida (RELEITURA)
15.  “Quem poderia ser a uma hora dessas?” – Lemony Snicket
16.  “Quando você a viu pela última vez?” – Lemony Snicket
17.  “Bonsai” – Alejandro Zambra
18.  “A vida privada das árvores” – Alejandro Zambra
19.  “Sonetos” – Camões
20. “Persépolis” (HQ) – Marjane Satrapi
21.  “A maldição do titã” – Rick Riordan
22. “Mate-me quando quiser” – Anita Deak
23. “Terra sonâmbula” – Mia Couto
24. “O pagador de promessas” – Dias Gomes (RELEITURA)
25. “A bailarina fantasma” – Socorro Acioli (RELEITURA)
26. “A dança dos dragões” – George R. R. Martin
27.  “Sobre a escrita” – Stephen King
28. “O brilho do bronze” – Boris Fausto
29. “Deixa ela entrar” – John Ajvide Lindqvist
30. “Caderno de um ausente” – João Anzanello Carrascoza
31.  “As vozes do sótão” – Paulo Rodrigues
32. “Mal dos séculos” – Álvares de Azevedo e Luiz Gê
33. “Trash” – Andy Mulligan
34. “Flores” – Mario Bellatin
35. “À margem da linha” – Paulo Rodrigues
36. “A morte do pai” – Karl Ove Knausgard
37.  “Mentirosos” – E. Lockhart
38. “Contos e lendas da mitologia grega” – Claude Pouzadoux
39. “Se um viajante numa noite de inverno” – Italo Calvino
40. “Maus” (HQ) – Art Spiegelman (RELEITURA)
41.  “O catador de pensamentos” – Monika Feth e Antoni Boratynski
42. “Uma noite muito muito estrelada” – Jimmy Liao
43. “Os cinco porquinhos” – Agatha Christie
44. “Meu Romeu” – Leisa Rayven
45. “A ilha do dr. Moreau” – H. G. Wells
46. “Battle Royale” – Koushun Takami
47.  “O cão que guarda as estrelas” (Mangá) – Takashi Murakami
48. “Retalhos” (HQ) – Craig Thompson
49. “O menino do pijama listrado” – John Boyne
50. “As virgens suicidas” – Jeffrey Eugenidas
51.  “Amar verbo intransitivo” – Mário de Andrade (RELEITURA)
52. “Laranja Mecânica” – Anthony Burgess
53. “Reze pelas mulheres roubadas” – Jennifer Clemente
54. “Vidas Secas” (HQ) – Graciliano Ramos/Guazzelli/Arnaldo Branco
55. “Noites de Alface” – Vanessa Barbara
56. “Um lugar perigoso” – Luiz Alfredo Garcia-Roza
57.  “Mate minha mãe” (HQ) – Jules Feiffer
58. “Livro de letras” – Vinicius de Moraes
59. “A batalha do labirinto” – Rick Riordan
60. “O último Olimpiano” – Rick Riordan
61.  “A princesinha de Vader” (HQ) – Jeffrey Brown
62. “Darth Vader e filho” (HQ) – Jeffrey Bronw
63. “Ismália” – Alphonsus de Guimarães (RELEITURA)
64. “Os cem menores contos brasileiros do século” – Marcellino Freire
65. “Um outro amor” – Karl Ove Knausgard
66. “Pílulas azuis” (HQ) – Frederik Peeters
67.  “Os elefantes não esquecem” – Agatha Christie
68. “As meninas” – Lygia Fagundes Telles

Escrito por Nathália Mondo Data: 1/19/2016 02:17:00 PM Comente! LEIA TODO O TEXTO!

sábado, 18 de julho de 2015


Dicas nunca são demais

            “Sobre a escrita” foi um livro que tive vontade de ler de imediato assim que vi seu lançamento. Como recusar dicas vindas de um dos maiores escritores do mundo?
            Confesso, envergonhada, que nunca li nada do King. Sim, nunca li porque tenho uma dificuldade muito grande de me encontrar em livros de suspense e terror. Nunca consegui ficar realmente assustada - até recentemente com “Deixa ela entrar” (mas isso é assunto para outro post) – com livro de terror. Então pensei que ler sobre a forma como eles são produzidos me fizesse entender melhor seu funcionamento e assim me entregar ao medo numa próxima leitura ou perdoar ineficácias que antes desconhecia.
            Então precisamos começar por aí, o livro são dicas de escrita para aqueles que vão produzir livros de ficção e de suspense. Ponto. Apesar de ter dicas gerais de pontuação, construção frasal, escolha vocabular e estilo que são úteis até para alunos do Ensino Fundamental, elas são poucas perante o objetivo do livro. Então não adianta criticar as dicas levantadas como parcas ou superficiais, porque esta foi realmente a intenção do King. Ele mesmo começa o livro dizendo que a chance de ele ser um fracasso e falar muito sem dizer nada é de 100%. Rs. Pois é.
            Por isso o livro é leve, despretensioso. E por isso funciona. Ele começa com King contando de sua vida, fazendo uma pequena autobriografia toda voltada obviamente para seu processo de escrita, formação acadêmica, familiar e emocional que o levaram a se tornar o profissional que é. Depois ele nos fornece dicas preciosas. E bem específicas. Como montar seu escritório. Durante quantas horas trabalhar por dia. Qual o melhor horário. Quando deixar as pessoas lerem seu rascunho. Como construir personagens. Usar voz passiva ou ativa. Blábláblá.
            E não se assuste com os termos gramaticais, porque todos eles são explicados e exemplificados (o que é a melhor parte, porque são muito ilustrativos) no livro, já que o público pretendido por King é... você, eu, todo mundo que queria ler, escrever ou criticar ficção.
            Mas o importante de se lembrar é que o King dá dicas que funcionam PARA ELE. Gente, se conselho fosse sempre muito bom e funcionasse, minha vó estaria rica. Não é bem assim. O que funciona para ele, não funciona para o Leonardo Padura, por exemplo, que disse tudo oposto do King numa palestra dada na Flip. Isso quer dizer que não funcione em nada para você. Para mim por exemplo, metade das dicas seriam inúteis, porque não consigo começar a escrever nada sem planejar seu começo, meio e fim. Não tem essa de ir descobrindo a personagem e se assustando com as cenas conforme as crio. Mas o King acredita que sim, se o escritor se assusta, o leitor também o fará. Isso soa pobre para fim, fácil demais, com muitas possibilidades de incongruência e fios soltos ao longo do texto que não teve planejamento prévio. Mas... quem sou eu pra brigar com ele? E isso jamais funcionaria para um drama familiar, para uma história de amor. Mas para o terror... pode ser...

            Bom, ademais do demais, adorei o livro. Leve, divertido, útil e que me deu um gostinho de ler histórias de terror pra já!
Escrito por Nathália Mondo Data: 7/18/2015 07:31:00 PM 1 comentário LEIA TODO O TEXTO!

segunda-feira, 20 de abril de 2015


Como falar sobre seu livro favorito?

            Acho que esta é uma tarefa impossível. Óbvio que uma resenha sempre é crítica, mas aqui vai entrar muito mais a emoção do que o olhar racional em si.
Meu primeiro contato com o Gabo foi através de “Cem anos de solidão”, emprestado de uma amiga durante a faculdade. Confesso que entendi pouco, mas mesmo assim me apaixonei pelo modo de escrever daquele autor tão... diferente. Alguns meses depois, vendo TV, me deparei com o filme “O amor nos tempos do cólera”, já começado, mas mesmo assim parei para assistir por ser uma obra desse grade autor que não havia ainda compreendido. Amei o filme, a despeito dos muitos que o odiaram.
Na mesma semana cacei o livro na biblioteca. Não havia. Em espanhol eu não lia. Tive que comprá-lo. E eu o li, freneticamente, por uma semana. Sem parar. Mas assim que as últimas páginas foram se aproximando, fui economizando o livro, enrolando para lê-lo, com medo de me despedir. Quando o fiz, chorei. Chorei rios, litros, poças, teria resolvido o problema da Cantareira em 5 minutos. Minha mãe se assustou e veio me perguntar o que estava errado e eu só consegui dizer: “Estou triste porque nunca mais vou ler nada tão bom quanto isso.”. Minha vida literária havia acabado. Fiquei uns 15 dias sem conseguir tocar em outro livro, fato muito difícil para uma rata de biblioteca desde a infância.
Aí você já imagina o que foi este livro para mim. A história de amor pareceu linda. Desesperada e perfeita. O casamento nunca havia sido retratado de maneira tão realista e pura. O sexo desproposital não enojou. E corpos boiando no rio enquanto um casal se declarava amorosamente no convés pareceu normal. Olha o que um livro faz com a gente.
Mas aí veio a obrigação da releitura. Detesto reler livros por medo de estragá-los, porque eu acredito que a leitura não é composta apenas por aquilo que está escrito, mas pelo estado de espírito, local em que ela acontece. Agora eu tinha que fazer um trabalho da faculdade sobre ele, com propósitos críticos e relacionados à obrigação de passar de semestre. Pronto. Metade do livro morreu pra mim. A leitura não foi agradável, cheia de amor, surpresas. A dedicação era obrigação. Mas a experiência não foi de todo ruim. Percebi como amadurecemos ao longo dos anos. 5 anos depois da primeira leitura, odiei Florentino Ariza, que me pareceu um louco exagerado e não mais um eterno e genuíno romântico. O casamento de Fermina e Juvenal soou mais cadenciado, teve mais sentido e confesso que torci por eles. A mulher se tornou minha heroína, mesmo com todo seu egoísmo e intransigência. E por isso tive medo. A guerra ao redor deles me incomodou mais do que a história de amor. Consegui achar Macondo em várias ruas desta cidade tão diferente. E o cólera... se misturou ao amor das personagens, à minha raiva da releitura, ao desapontamento dos nossos governos que continuam tão despreparados.
A história? Não mudou. E não importa. Mas as descrições... !!! ... ai... O modo de contar a história, ir e voltar no tempo, seguir um fluxo de pensamento improvável pro momento. Tudo isso é que interessa. O amor idoso. A crítica social. O humor/amor por aquela sociedade tão nossa e tão primitiva. O desejo que construir uma América tão abandonada e tão distante é que me fizeram ainda amar o livro e o autor.

Mas confesso que continuo não adepta às releituras.
Escrito por Nathália Mondo Data: 4/20/2015 11:47:00 AM 2 comentários LEIA TODO O TEXTO!

Entrando no mundo dos quadrinhos

            Há mais ou menos umas três semanas, postei um vídeo no Youtube pedindo ajuda para começar a ler quadrinhos. Dentre as muitas indicações, uma das que mais se destacou foi “Persépolis”, HQ em formato de autobiografia composta por uma iraniana sobre suas experiências com os golpes fundamentalistas e repressivos em questão de religião e liberdade de expressão.
            Muito desse tema tem se discutido na mídia, nas escolas e não poderia fugir a literatura. Mas o que esse quadrinho tem de novo é a personagem e a visão que esta dá aos fatos. Primeiro, ela não deixa de contar de sua vida, infância, adolescência, descoberta sexual e amorosa, conflitos familiares, padrões de beleza que são extras, porém também incorporados ao sistema governamental que ela tanto critica. Gostei dessa visão tão humana, tão próxima de nós a um assunto, para os brasileiros, ainda tão distante. Marj não deixa que as guerras separatistas, as bombas e o fundamentalismo ofusquem seus dramas internos e comuns a qualquer garota. Eles apenas se misturam, intensificando seus problemas.
            E aí entra o segundo ponto interessante do livro, muitos dos problemas pelos quais a personagem passa são causados por ela mesma. Ela não é a vítima martirizada, total. Ela é uma garota que comete erros ao tentar se descobrir. E paga pelas consequências deles. Chega daquele maniqueísmo tão comum dos livros que retratam cenas de grande opressão, como o Holocausto, Revolução Russa ou Cubana, Ditaduras no geral. Temos uma visão sim de alguém oprimido, mas que não é mártir, apenas uma pessoa normal.
            Porém aí preciso fazer uma crítica. Marj é normal, mas nem tanto. Ela é bisneta do antigo imperador. Seu pai é engenheiro. Eles têm dinheiro. E só por isso ela conseguiu sobreviver, ir morar em Viena quando a opressão ficou pesada demais, não foi presa e torturada diversas vezes. E nada disso foi abordado no livro. Soou um tanto hipócrita sua opressão, seus gritos contra o fundamentalismo e sua falta de medo perante os ditadores porque esta sempre tinha um meio de fuga. Pais que pagavam para tirá-la do país, pais que pagavam para tirá-la da cadeia. Pais que pagavam a maconha que ela fumava para se desligar dos problemas pessoais por que passava em Viena (!). Confesso que isso me incomodou. Mas acho que essa é uma das poucas visões oprimidas a que teremos acesso, porque os reais sucumbidos nunca conseguirão se exprimir, por falta de oportunidades, que a Marj teve.
            Adorei o fato das ilustrações serem em preto e branco, quase que refletindo a incapacidade de Marj se encontrar e se achar no mundo. Ela não sabia que profissão seguir, o que estudar, como fazer amigos, acreditar ou não na mídia, como amar. Nem mesmo ela conseguia entender quem era: uma iraniana em Viena, ou a ocidentalizada no Irã. Tudo era confuso, sem cores, amargo. Gostei também dos traços simplistas, não reprimindo, portanto, a criatividade do leitor de preencher os espações e descrições latentes que não eram amplamente representadas nos quadrinhos.

            No geral, gostei muito do livro. Mas ainda prefiro o olhar de “Maus”, por exemplo, muito mais pesado, cruel, sobre perseguições ou catástrofes. Ou o olhar da trilogia “Princesa” sobre a perseguição religiosa sobre a mulher, que também é contata por alguém da elite, mas que se dá ao luxo de analisar com muita humildade esse aspecto.
Escrito por Nathália Mondo Data: 4/20/2015 11:26:00 AM Comente! LEIA TODO O TEXTO!
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